sábado, 19 de abril de 2008

Visita ao TEATRO MUNICIPAL

Na última quarta-feira, dia 16 de abril, fizemos uma visita monitorada ao Teatro Municipal.
O Teatro Municipal de São Paulo nasceu embalando os sonhos de uma cidade que crescia com a indústria e o café e que nada queria dever aos grandes centros culturais do mundo naquele início de século. São Paulo se fortalecia com o fim do ciclo da borracha e com a ascensão de seus barões, mas acabara de perder para um incêndio, em 1898, o Teatro São José (Praça João Mendes), palco das suas principais manifestações artísticas. Tornava-se imperativo construir um espaço à altura das grandes companhias estrangeiras.
Após aprovação na Câmara dos Vereadores, o projeto do secretário da Casa, Gomes Cardim, começou a tornar-se realidade. O arquiteto Ramos de Azevedo e os italianos Cláudio Rossi e Domiziano Rossi iniciaram a construção em 1903 e, após oito anos de trabalho, o Teatro Municipal foi batizado pela ópera Hamlet, de Ambroise Thomas, diante de uma multidão de 20 mil pessoas, que se acotovelava às suas portas. São Paulo se integrava, então, ao roteiro internacional dos grandes espetáculos.
Pelo palco do Teatro Municipal passaram nomes como Maria Callas, Enrico Caruso, Arturo Toscanini, Claudio Arau, Arthur Rubinstein, Ana Pawlova, Nijinsky, Isadora Duncan, Nureyev, Margot Fonteyn, Baryshnikov, Duke Ellington, Ella Fitzgerald, Vivien Leigh. Tantos nomes, tantos espetáculos e ainda o cenário do movimento que promoveu uma grande transformação cultural no Brasil: a Semana de Arte Moderna de 1922.
A construção do Teatro Municipal foi considerada arrojada para a época. Recebeu influência da Ópera de Paris e sua arquitetura exterior tem traços renascentistas barrocos do século XVII. Em seu interior, muitas obras de arte. Bustos, bronzes, medalhões, paredes decoradas, cristais, colunas neoclássicas, vitrais, mosaicos e mármores garantem um banquete para os olhos do espectador mais atento. Dois grandes restauros marcaram as mudanças e renovações do Teatro. O primeiro, em 1951, com o arquiteto Tito Raucht, criou novos pavimentos para ampliar os camarins, reduziu os camarotes e instalou o órgão G. Tamburini. O mais recente, de 1986 a 1991, foi comandado pelo Departamento de Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura, restaurando o prédio e implementando estruturas e equipamentos mais modernos.
Hoje, o Teatro Municipal coordena escolas de música e dança e busca desenvolver cada vez mais o trabalho de seus corpos estáveis: a Orquestra Sinfônica Municipal, Orquestra Experimental de Repertório, Balé da Cidade de São Paulo, Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, Coral Lírico e o Coral Paulistano.
É uma estrutura de quase 900 pessoas, entre técnicos, artistas e funcionários que zelam pela casa.O calendário de eventos traz nomes brasileiros e internacionais, sempre valorizando o trabalho de seus próprios conjuntos. Aos 96 anos, com sua arte, sua história e seus cenários de sonho, este Teatro Municipal quer receber a todos de portas abertas e representar para São Paulo o mesmo que significou ao nascer, em 12 de setembro de 1911.

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